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E eis que nos palanque de 2020 tem também "Humberto o coveiro vem aí"

"Eu me aproximava de alguém, ele dizia: 'Humberto coveiro vem aí'". Colou

Por Levi Vasconcelos em 12/10/2020 às 19:09:37
Arquivo pessoal/Humberto o coveiro vem aí

Arquivo pessoal/Humberto o coveiro vem aí

Os nossos bons cordelistas vão achar um prato cheio para destrinchar versos se der uma olhada no registro de candidaturas do TSE. A permissão para o uso do nome social pelos candidatos produz um mix entre os que querem ser prefeito ou vereador digno deles.

Zé de fulano chove, como Zé de Cota e Zé de Fifio; ou Jacy de Zé do Tempero, em Água Fria; Nêgo de Zé Pequeno; Zé de Dodô; Zé de Maria do Carmo e Zé de Leo. Mas o jornalista Biaggio Talento foi quem descobriu a cereja do bolo: "Humberto o Coveiro Vem Aí" (foto), candidato a vereador pelo PV em Valença.

Zambiapunga

Mais uma figura folclórica em cena? Quem, como nós, apostou nisso, perdeu. Humberto Silva Santos, 34 anos, casado, um filho, diz ter esse nome porque nove anos atrás, quando achou o emprego de coveiro no cemitério do povoado de Cajaíba, em Valença, passaram a chamá-lo assim.

– Eu me aproximava de alguém, ele dizia: "Humberto coveiro vem aí". Colou.

Nunca ligou. Diz que sempre encarou a missão de coveiro com zelo, "respeito pelos que se vão e pelos que ficam", mas também é figura ativa na área cultural: comanda a Zambiapunga de Cajaíba, uma manifestação folclórica regional.

Vez ou outra as coisas se misturam, numa boa. Como no caso do mestre Coutinho, capoeirista, filho da terra, que queria ser sepultado lá ao som da Zambiapunga. Prontamente atendido, por respeito.


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Fonte: Bahia.Ba

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